Nível de Funcionalidade dos pacientes com traumatismo cranioencefálico em uma Unidade de Terapia Intensiva de um Hospital Terciário

Nágila Silva Alves, Francisco Adalberto do Nascimento Paz

Resumo


Introdução: O TCE constitui-se na principal causa de óbitos e sequelas em pacientes politraumatizados. A pode levar a uma série de mudanças estruturais, fisiológicas e funcionais do sistema nervoso central, com alterações cognitivas, físicas e comportamentais permanentes. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar o nível de funcionalidade em pacientes com traumatismo crânio encefálico no primeiro dia de internação e após alta da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Urgência de Teresina. Métodos: Foi realizado um estudo clínico, observacional, longitudinal e quantitativo. Os participantes da pesquisa foram compostos por 20 indivíduos selecionados aleatoriamente e que estavam internados na UTI do HUT nas primeiras 24 horas. A coleta de dados da pesquisa teve duração de três meses. Para a avaliação do nível de funcionalidade dos pacientes foi utilizada as Escalas: Escala de Glasgow, Escala de MIF (Medida de Independência Funcional), Escala de MRC (Escala de Dispneia do Medical ResearchCouncil), Escala de RASS (Richmond AgitationSedationScale) e Índice de Barthel. A avaliação foi realizada no primeiro dia de internação e após a alta. Os dados coletados foram anotados em uma tabela previamente confeccionada pelos pesquisadores. Resultados: Para as escalas de Glasgow, RASS, MIF e MRC, houve um aumento estatisticamente significativo na média dos escores, porém no índice Barthel não houve mudança no nível de dependência em nenhum dos pacientes avaliados. Conclusão: A aplicação das escalas foi eficiente na avaliação de pacientes internados na UTI e após a alta, com exceção do Índice de Barthel, tornando-se mais eficiente aplicadas em pacientes com maior tempo de alta da UTI.

Palavras-chave


Funcionalidade; Unidade de Terapia Intensiva; Qualidade de Vida

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